Concurso Câmara dos Deputados Policial Legislativo 2026: edital, provas e como se preparar

Bruno tinha 31 anos, formação em Direito e quatro anos de experiência como segurança patrimonial em Brasília quando viu o edital da Câmara dos Deputados para Policial Legislativo Federal sair no Diário Oficial. Ele conhecia o cargo, sabia do salário, entendia a carreira. O que ele não sabia era por onde começar — e quanto tempo teria até a prova.
Se você também acabou de encontrar esse edital e quer entender o que está em jogo, quais matérias caem, como funciona cada etapa e o que a banca Cebraspe costuma cobrar, este artigo foi escrito para você. Ao final, você vai saber exatamente como montar seu plano de estudos para o dia 26 de abril.
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O que é o cargo de Policial Legislativo Federal da Câmara?
O Policial Legislativo Federal (PLF) é o profissional responsável pela segurança institucional do Legislativo federal. Na prática, quem ingressa no cargo integra o Departamento de Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados e atua em policiamento, segurança pessoal, investigação criminal, inteligência e prevenção a sinistros — tudo dentro do complexo legislativo em Brasília.
O cargo exige diploma de nível superior em qualquer área de formação — uma mudança recente e relevante: até 2022, o cargo era de nível médio. A exigência de graduação foi introduzida pela Resolução nº 8/2023 e este é o primeiro concurso com o novo requisito de escolaridade. Além do diploma, é necessário ter CNH categoria B válida e sem impedimentos.
A lotação é exclusivamente em Brasília/DF. Quem for aprovado não poderá escolher cidade.
Quais são as vagas e a remuneração do concurso?
O edital CD/PLF 1/2026 oferece 40 vagas imediatas e mais 40 em cadastro de reserva, totalizando 80 oportunidades. A distribuição segue os critérios legais: 5% reservadas a pessoas com deficiência e 30% para candidatos negros, indígenas e quilombolas.
A remuneração inicial é de R$ 21.328,08, já incluindo o adicional de periculosidade. Somando os benefícios (auxílio-alimentação, assistência médica e outros), o pacote total chega a aproximadamente R$ 23.700. Há ainda uma perspectiva de reajuste: o PL nº 179/2026, em tramitação, propõe correção de até 9% na estrutura remuneratória da carreira.
A jornada é de 40 horas semanais. O vínculo é pelo Regime Jurídico Único (Lei nº 8.112/1990).
Como funciona a estrutura de provas do concurso da Câmara para PLF?
O concurso é dividido em duas etapas. A primeira — a mais eliminatória e com maior peso — inclui cinco fases. A segunda etapa é o programa de formação profissional, realizado exclusivamente em Brasília.
Primeira etapa:
Provas objetiva e discursiva (26 de abril de 2026, em todas as capitais)
Teste de aptidão física
Sindicância de vida pregressa e investigação social
Avaliação psicológica — 1º momento (presencial, sem caráter eliminatório)
Avaliação de saúde física e mental (eliminatória)
Segunda etapa:
Programa de formação profissional (Brasília/DF)
Avaliação psicológica — 2º momento (eliminatório)
A prova objetiva acontece de manhã, com duração de 5 horas. A discursiva, à tarde, tem 3 horas de duração. Ambas são aplicadas pelo Cebraspe, em todas as capitais do país.
O que cai na prova objetiva do concurso Câmara PLF?
A prova objetiva vale 180 pontos e segue o modelo clássico do Cebraspe: questões de certo ou errado, com desconto por erro. São 90 questões de Conhecimentos Gerais e 90 de Conhecimentos Específicos.
Para ser aprovado na objetiva, o candidato precisa atingir:
No mínimo 18 pontos em Conhecimentos Gerais
No mínimo 27 pontos em Conhecimentos Específicos
Conhecimentos Gerais incluem:
Língua Portuguesa (compreensão e interpretação de textos, ortografia, morfossintaxe, concordância, regência, crase, pontuação)
Língua Inglesa (textos variados, vocabulário, gramática)
Raciocínio Lógico e Noções de Estatística (estruturas lógicas, probabilidade, contagem, medidas de tendência central)
Direito Constitucional e Legislação Interna (CF/88 — princípios, direitos fundamentais, organização dos poderes, segurança pública; Regimento Interno da Câmara; Resolução nº 18/2003)
Conhecimentos Específicos incluem:
Direito Penal e Direito Processual Penal
Direito Administrativo
Atividade de Inteligência
Criminologia e Noções de Criminalística
Direitos Humanos e Legislação correlata
Este é o núcleo duro da prova. Quem tem formação em Direito leva vantagem nas matérias jurídicas, mas Atividade de Inteligência e Criminologia costumam ser os diferenciais de pontuação — são temas técnicos que muitos candidatos negligenciam.
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Como funciona a prova discursiva do concurso Câmara PLF?
A prova discursiva vale 60 pontos e é composta por três itens:
Duas questões dissertativas (uma sobre Atividade de Inteligência e outra sobre Criminologia/Noções de Criminalística ou Direitos Humanos), respondidas em até 20 linhas cada, valendo 15 pontos cada
Uma peça de natureza técnica sobre Direito Penal e Direito Processual Penal, respondida em até 50 linhas, valendo 30 pontos
O mínimo para aprovação na discursiva é 30 pontos. Quem não atingir essa nota está eliminado do concurso, independentemente do desempenho na objetiva.
Atenção especial à peça processual: ela vale metade da nota da discursiva e exige domínio técnico de estrutura jurídica. Treinar peças desde cedo — e revisar com gabarito comentado — é o que separa quem passa de quem repete o ciclo.
O que é o teste de aptidão física do concurso Câmara PLF?
O teste físico é eliminatório e avalia cinco capacidades. São convocados para essa fase apenas os candidatos aprovados na prova discursiva. As provas físicas incluem: flexão de braço, abdominal, corrida de 12 minutos (teste de Cooper), avaliação de composição corporal e, para alguns grupos, outras verificações específicas.
Parâmetros exatos de desempenho mínimo são divulgados no edital e diferenciam por sexo e faixa etária. O ponto crítico é que o condicionamento físico precisa estar em desenvolvimento desde agora — não é possível se preparar em 30 dias para uma corrida de resistência.
Bruno, ao ler o edital pela primeira vez, percebeu que estava bem preparado para as matérias jurídicas — mas precisava urgentemente retomar a corrida. Ele ajustou o cronograma para estudar 4 horas por dia e reservar 45 minutos para treino físico. Quando fez a simulação no primeiro mês, sua maior surpresa foi quanto tempo levava organizando os materiais de estudo antes de começar a estudar de verdade.
Como se preparar para o concurso da Câmara dos Deputados para Policial Legislativo?
A prova é do Cebraspe, e quem conhece o estilo da banca sabe: é mais exigente do que parece. O modelo certo/errado pune quem chuta — cada questão errada desconta metade de uma questão certa. Isso significa que dominar o conteúdo com precisão importa mais do que conhecer superficialmente muitas matérias.
Estratégia por bloco:
Direito Penal e Processual Penal têm o maior peso da prova (objetiva + peça). Reserve a maior carga semanal para essas matérias. Direito Constitucional é mais extenso, mas o recorte do edital é claro — foque nos capítulos de direitos fundamentais, organização do Estado e segurança pública.
Atividade de Inteligência e Criminologia são matérias menores em volume, mas aparecem tanto na objetiva quanto na discursiva. Candidatos que as dominam saem na frente de quem treinou apenas o bloco jurídico.
Para quem já fez provas do Cebraspe em outros concursos: o padrão de enunciado é o mesmo. Questões com afirmativas negativas duplas, inversões de sujeito e generalizações indevidas são as armadilhas mais comuns. Treinar questões anteriores da banca — não apenas do PLF, mas de qualquer concurso com as mesmas matérias — é o caminho mais eficiente.
Conclusão
Bruno entrou na prova do dia 26 de abril com um cronograma que ele mesmo montou — mas levou três semanas para parar de ajustar e começar a executar. Quando finalmente estruturou suas revisões por data e prioridade, os pontos fracos ficaram evidentes e ele pôde agir sobre eles.
O concurso da Câmara dos Deputados para Policial Legislativo Federal é exigente, mas objetivo: quem dominar Direito Penal, Processual Penal e Atividade de Inteligência com profundidade — e mantiver o físico em dia — tem tudo para chegar à segunda etapa.
Agora você já sabe o que cai, como são as fases e o que a banca espera. O próximo passo é transformar esse conhecimento em um plano de estudos real.
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Perguntas Frequentes
Quais são os requisitos para o concurso Câmara dos Deputados Policial Legislativo 2026?
Diploma de graduação em qualquer área reconhecida pelo MEC e CNH categoria B válida, sem impedimentos. Esta é a primeira seleção que exige nível superior — até 2022, o cargo era de nível médio. Não há restrição por área de formação: candidatos de qualquer curso de graduação podem concorrer.
Qual é o salário do Policial Legislativo Federal da Câmara dos Deputados?
A remuneração inicial é de R$ 21.328,08, incluindo o adicional de periculosidade. Somando os benefícios (auxílio-alimentação e assistência à saúde), o total chega a cerca de R$ 23.700. Há perspectiva de reajuste de até 9% pelo PL nº 179/2026, ainda em tramitação.
Quando são as provas do concurso Câmara PLF 2026?
As provas objetiva e discursiva estão marcadas para 26 de abril de 2026, aplicadas em todas as capitais do país. A prova objetiva ocorre no período da manhã (5 horas de duração) e a discursiva no período da tarde (3 horas). A lotação dos aprovados é exclusivamente em Brasília/DF.
O concurso Câmara PLF 2026 tem teste físico?
Sim. O teste de aptidão física é eliminatório e acontece após a aprovação nas provas objetiva e discursiva. Avalia resistência aeróbica, força e composição corporal. Os parâmetros mínimos variam por sexo e faixa etária. Candidatos precisam iniciar o condicionamento físico com antecedência, pois não é uma etapa que se prepara em poucas semanas.
Qual banca organiza o concurso Câmara dos Deputados 2026?
A banca é o Cebraspe, confirmado em 11 de dezembro de 2025. O modelo de prova segue o padrão da banca: questões certo/errado com desconto por erro. Candidatos familiarizados com outros concursos do Cebraspe (PF, STJ, MPU) têm vantagem no formato das questões.
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Sobre o autor

Concierge Provattio
Auditor do TCU, PRF de 2012 a 2024, aprovado na CGU/2022 e professor de Matemática. Matemático, Engenheiro de Software e graduando em Direito, com pós-graduação em Economia e Finanças, em Direito Constitucional e em Direito Tributário. Experiência real em concursos de alto nível e sala de aula — para iluminar cada etapa da sua jornada de aprovação.
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